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Saúde amplia uso de transplante de membrana amniótica para diabetes no SUS

Transplante passa a ser ofertado para feridas crônicas, pé diabético e problemas oculares, com expectativa de beneficiar mais de 860 mil pessoas por ano.

16/04/2026 às 21:35
Por: Redação

O Ministério da Saúde decidiu incluir o transplante de membrana amniótica como alternativa terapêutica para pessoas com diabetes e distúrbios oculares dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa medida foi formalizada após avaliação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

 

Segundo informações divulgadas pelo órgão, a partir dessa incorporação, a aplicação do transplante passa a ser recomendada em casos de feridas crônicas, tratamento do chamado pé diabético e para diversas alterações que afetam os olhos. A estimativa é de que mais de 860 mil pacientes possam receber os benefícios dessa intervenção anualmente.

 

O novo procedimento disponibilizado utiliza a membrana amniótica, tecido obtido durante o parto, que vem sendo empregado na medicina regenerativa. Dentre suas características, destacam-se a ação anti-inflamatória e a capacidade de favorecer a cicatrização, o que pode contribuir para diminuir complicações durante o tratamento de diferentes patologias.

 

Aplicações clínicas e benefícios para o paciente

Em situações de pé diabético, a utilização da membrana amniótica acelera significativamente o processo de cicatrização das feridas. Dados apresentados pelo Ministério da Saúde indicam que a recuperação pode ser até duas vezes mais rápida quando comparada ao uso de curativos convencionais. O SUS já vinha utilizando essa tecnologia no tratamento de queimaduras extensas desde o ano de 2025.

 

No que diz respeito a alterações nos olhos, a membrana amniótica pode ser empregada em procedimentos que envolvem pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, promovendo a recuperação da superfície ocular e colaborando para a cicatrização de lesões. Além disso, o transplante pode contribuir para o alívio da dor e proporcionar uma recuperação mais eficiente para os pacientes.

 

“O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea”, destaca o ministério.


 

O Ministério da Saúde ressalta que a introdução da membrana amniótica representa um avanço relevante para o tratamento de condições clínicas complexas e que, em determinadas situações, não apresentam boa resposta com terapias já disponíveis no SUS. Entre os casos beneficiados, estão pacientes com glaucoma, queimaduras nos olhos, inflamações, perfurações e úlceras na córnea.

 

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