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Sindicatos denunciam precarização após morte de equipe da Band em MG

Fenaj e SJPMG cobram investigação sobre acúmulo de funções após acidente que vitimou repórter e cinegrafista na BR-381.

18/04/2026 às 00:42
Por: Redação

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) emitiram uma nota conjunta alertando para os riscos da precarização e do acúmulo de funções no jornalismo, após a trágica morte de dois membros da equipe da Band em Minas Gerais esta semana.

 

O acidente fatal ocorreu na última quarta-feira, dia 15, na rodovia BR-381, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte. As vítimas foram o repórter cinematográfico Rodrigo Lapa e a repórter Alice Ribeiro, que estavam retornando de uma pauta jornalística. De acordo com as entidades sindicais, o fato de Rodrigo Lapa ser o condutor do veículo configura um desvio e acúmulo de função, intensificando os perigos inerentes à profissão.

 

Rodrigo Lapa faleceu no próprio local do incidente, enquanto Alice Ribeiro teve sua morte cerebral confirmada no dia seguinte, quinta-feira, 16. A jornalista era mãe de um bebê de apenas nove meses.

 

Profissionais responsáveis pela captação de imagens jornalísticas vêm sendo sobrecarregados com tarefas que não lhes cabem, como a condução de veículos, o que amplia significativamente os riscos, especialmente em rodovias perigosas e em jornadas exaustivas.
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As organizações representativas da categoria expressaram profundo pesar pelas perdas e manifestaram solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho das vítimas. Contudo, elas enfatizaram que este lamentável evento serve como um grave alerta sobre as condições de trabalho vigentes no setor de comunicação.

 

Condições de Trabalho e Cobranças

Embora as causas exatas do acidente ainda estejam sob investigação, a nota conjunta ressalta a constante vulnerabilidade e os perigos enfrentados pelos profissionais de jornalismo.

 

A Fenaj e o SJPMG apontam a redução de quadros e a imposição de múltiplas funções como fatores que contribuem para um ambiente de trabalho inseguro.

 

Diante do cenário, a Federação e o Sindicato exigem que o Ministério Público do Trabalho (MPT) investigue detalhadamente as condições laborais oferecidas pelas empresas de comunicação. Eles também demandam a implementação de medidas que garantam a formação de equipes completas e a provisão de condições seguras para o pleno exercício da atividade jornalística.

 

A defesa do jornalismo passa, necessariamente, pela valorização e proteção de quem o exerce.
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Em contato com a reportagem da Agência Brasil, a Band não se pronunciou até o momento sobre as críticas levantadas pelas entidades sindicais. O canal permanece disponível para a manifestação da empresa.

 

Uma reportagem detalhada sobre a morte da jornalista Alice Ribeiro, da Band, pode ser conferida no programa Repórter Brasil.

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