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Justiça italiana reforça extradição de Carla Zambelli para o Brasil

Corte de Apelação de Roma confirma duas decisões favoráveis à extradição da ex-deputada, agora também por porte ilegal de arma.

16/04/2026 às 21:33
Por: Redação

A Corte de Apelação de Roma, localizada na Itália, emitiu nesta quinta-feira, 16, um novo parecer favorável à solicitação feita pelo governo brasileiro para a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. Este novo entendimento da corte soma-se à manifestação anterior referente ao processo no qual a ex-parlamentar foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal, envolvendo a invasão dos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), registrada em 2023.

 

Com este novo posicionamento, a Corte de Roma também reconheceu o pedido de extradição no âmbito de uma segunda condenação imposta a Zambelli, relativa ao porte ilegal de arma de fogo. A sentença nesse caso foi fixada em cinco anos e três meses de reclusão. Este episódio diz respeito à ocasião em que Carla Zambelli, em plena luz do dia, sacou uma arma durante uma perseguição a um homem que a criticara, fato ocorrido em outubro de 2022, poucos dias antes do segundo turno das eleições presidenciais daquele ano.

 

A defesa da ex-deputada argumenta que ela é vítima de perseguição política e já ingressou com recurso contra a primeira decisão que havia aprovado a extradição. A legislação italiana também permite que a defesa recorra do novo parecer referente à segunda condenação.

 

Saída do Brasil e prisão em Roma

 

Carla Zambelli, que possui passaporte italiano, deixou o território brasileiro em junho do ano passado utilizando a fronteira terrestre com a Argentina como rota de saída. Dirigiu-se então para a Itália antes que o Supremo Tribunal Federal determinasse sua prisão, fato que motivou o pedido oficial de extradição pelo governo brasileiro.

 

Em julho do mesmo ano, Zambelli foi detida na cidade de Roma, capital italiana, onde permanece encarcerada no presídio de Rebibbia. Desde sua prisão, foram negadas diferentes solicitações para que pudesse acompanhar em liberdade o andamento das decisões relacionadas ao seu processo de extradição.

 

Ainda que as decisões da Corte de Apelação de Roma sejam mantidas após eventuais recursos, a palavra final sobre a extradição da ex-deputada caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio.

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