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Trem do Choro realiza 13ª edição e presta tributo a Nilze Carvalho

Dia Nacional do Choro terá viagem musical e programação especial nos trens do Rio

21/04/2026 às 19:17
Por: Redação

 

Na quinta-feira, feriado estadual de São Jorge no Rio de Janeiro, será realizada a 13ª edição do Trem do Choro. O evento celebra o Dia Nacional do Choro, marcado pelo nascimento do músico e compositor Alfredo da Vianna Filho, conhecido como Pixinguinha, realizado em parceria com a SuperVia.

 

O Trem do Choro oferece aos passageiros uma experiência musical durante o trajeto pelos trilhos do subúrbio carioca. A iniciativa surgiu em 2012, quando o músico Luiz Carlos Nunuka e outros colegas organizaram uma roda de choro no bairro de Olaria, localizado na zona norte do Rio de Janeiro. Dessa reunião nasceu a Instituição Cultural Grupo 100% Suburbanos.

 

Após o sucesso da primeira edição, no ano seguinte a SuperVia passou a apoiar o projeto, disponibilizando um trem para o evento sempre na data do Dia Nacional do Choro. Durante o passeio, conjuntos de choro se apresentam em cada um dos oito vagões, nomeados em homenagem a personalidades marcantes do gênero. O primeiro vagão carrega o nome do Maestro Pixinguinha.

 

“E a cada ano, o Trem do Choro está se espalhando cada vez mais”, disse à Agência Brasil Itamar Marques, integrante do Coletivo Trem do Choro, responsável pela organização e promoção anual do evento. Para participar, o público deve pagar apenas a tarifa regular de embarque.

 

Evento destaca trajetória feminina e ações sociais

 

Nesta edição, a homenageada é Albenise de Carvalho Ricardo, nascida em 1969 em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, mais conhecida como Nilze Carvalho. A artista, que é cantora, compositora, bandolinista e cavaquinista, é graduada em música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e possui intensa ligação com a música popular brasileira, em especial com o choro instrumental e o samba típico do Rio de Janeiro.

 

Segundo Itamar Marques, a escolha de Nilze para a homenagem representa um reconhecimento às mulheres, especialmente em um contexto de violência e agressões sofridas por elas no país.

 

“Nada mais justo do que homenagear a mulher através de Nilze Carvalho”, destacou. Nilze ficará no primeiro carro, que tem maquinista. Em cada estação, o trem para convidando o público a integrar-se à festa e ouvir grandes chorinhos.

 

Durante esta 13ª edição, o Coletivo Trem do Choro será também formalmente oficializado. O grupo reúne diferentes instituições culturais da região da Leopoldina.

 

Itamar Marques enfatiza a importância da participação coletiva na manutenção do evento: “São várias mãos, cada uma na sua especialidade, para não deixar morrer a história do Trem do Choro e a gente manter essa parte cultural. Porque o choro hoje é mundial e seu público está cada vez mais aumentando”. A estimativa do coletivo é de que, anualmente, entre seis mil e sete mil pessoas participem do Trem do Choro.

 

Programação inclui cortejo e feira cultural

 

A programação do evento começa às 10h, na Estação Central do Brasil, na Plataforma 12. O embarque está marcado para as 11h18, com destino à Estação Olaria, que foi simbolicamente nomeada de “Estação do Choro Zé da Velha”. Durante a viagem, grupos de choro se apresentam em todos os vagões, promovendo a tradição da música instrumental brasileira ao longo do percurso.

 

Ao chegar em Olaria, músicos e participantes seguem juntos em um cortejo pelo Circuito Mestre Siqueira até a Travessa Pixinguinha, local onde viveu o homenageado do dia. Na sequência, acontece a tradicional roda de choro e uma feira cultural promovida pelo Instituto Cultural Grupo 100% Suburbano, realizada na Praça Ramos Figueira, chamada de Reduto Pixinguinha. No mesmo espaço, será realizada uma ação social em parceria com o Lions Club.

 

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