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Lula critica ações no Oriente Médio e define conflito como "guerra da insensatez"

Em viagem à Alemanha, presidente afirma que conflito poderia ser evitado com diálogo e critica impactos sobre a população.

21/04/2026 às 16:41
Por: Redação

Durante uma viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou preocupação com a possível reintensificação dos confrontos no Oriente Médio, cenário influenciado pela demora em novas negociações entre Estados Unidos e Irã. Ao abordar o tema, Lula classificou o conflito regional como uma "guerra da insensatez".

 

“É uma guerra que não precisaria ter acontecido. Acho que os americanos são reconhecidamente um país muito forte. Não precisam ficar demonstrando força todo dia. Muitas coisas poderiam ser resolvidas sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentados à mesa de negociação.”


 

Lula também relembrou que as exigências feitas pelos Estados Unidos ao Irã em relação ao enriquecimento de urânio já haviam sido tratadas em um acordo estabelecido em 2010 envolvendo Brasil, Turquia e Irã. Segundo o presidente, esse entendimento previa a resolução da questão nuclear, mas não foi aceito pelos Estados Unidos nem pela União Europeia.

 

O presidente ressaltou que a recusa desse acordo trouxe consequências, destacando que o impasse permanece o mesmo desde então e que uma oportunidade de solucionar o problema foi desperdiçada.

 

“Na verdade, eles estão pagando o preço da insensatez com um acordo que resolvia o problema”, disse.


 

Lula ainda observou que o atual cenário faz com que questões já discutidas em 2010 retornem à pauta, com impactos negativos para a população. De acordo com o presidente, as consequências da instabilidade recaem diretamente sobre o cotidiano das pessoas, especialmente em relação ao aumento de preços de produtos e combustíveis.

 

“Não quiseram aceitar o acordo e, agora, estão, outra vez, discutindo a mesma coisa que teria sido resolvida em 2010. Por isso acho que é a guerra da insensatez. E quem vai pagar o preço disso é a pessoa que vai comprar carne, feijão, arroz. É o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro pelo combustível”, completou o presidente.


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