Após um período de chuvas intensas que atingiram Belém, no Pará, durante o final de semana, o governo federal declarou situação de emergência na capital paraense, medida que também se estende ao município de Ananindeua, situado na região metropolitana.
Conforme informações divulgadas pela prefeitura, inúmeros bairros foram impactados pelos alagamentos, considerados os mais severos da última década. Aproximadamente 42 mil moradores foram afetados pelos transtornos causados pelas enchentes.
No intervalo inferior a 24 horas, a região registrou precipitação superior a 150 milímetros, índice classificado como extremo para o período. O grande volume de água ocasionou o transbordamento de rios, resultando no alagamento de diversas áreas e na perda de móveis e inundações em residências de numerosas famílias.
Com a publicação da portaria no Diário Oficial da União nesta terça-feira, dia 21 de abril de 2026, as administrações de Belém e Ananindeua passam a ter acesso à possibilidade de solicitar recursos ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para implementar medidas de defesa civil.
Em resposta ao desastre, forças locais organizaram uma força-tarefa para executar ações emergenciais, entre as quais se destacam a entrega de cestas básicas, a distribuição de kits de higiene e o cadastro das famílias atingidas por equipes de assistência social, com o objetivo de viabilizar benefícios. Outra prioridade da operação consiste em evitar novos alagamentos, com trabalhos voltados à limpeza e desobstrução do Canal do Mata Fome, local onde um depósito irregular de resíduos estava obstruindo o escoamento da água.
Com o reconhecimento da emergência, técnicos da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, órgão vinculado ao MIDR, foram enviados ao estado do Pará. Esses profissionais oferecem suporte às prefeituras e às defesas civis municipais, especialmente na condução dos processos necessários para enfrentar o período pós-desastre, incluindo a elaboração detalhada dos planos de trabalho.
“No caso de Belém, nosso apoio principal é na elaboração dos planos de trabalho, especialmente os que priorizam a assistência humanitária. As pessoas que foram diretamente afetadas precisam da ajuda dos governos federal, estadual e municipal”, afirmou o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff.
Segundo detalhou o secretário, a próxima etapa será destinada à formulação de propostas para o restabelecimento das condições normais nos municípios atingidos.
“Quando a água começar a baixar, será possível iniciar o levantamento dos danos causados pelas inundações e o quanto das infraestruturas públicas foram destruídas”, explica.
Os trabalhos de assistência continuarão a ser coordenados à medida que as águas recuarem, com avaliações detalhadas sobre as perdas de bens e estruturas públicas, para definir as ações de reconstrução e recuperação das áreas afetadas.
As informações sobre as medidas adotadas e o impacto das enchentes foram apuradas com base em dados de equipes de reportagem e de órgãos oficiais.