O Conselho Monetário Nacional (CMN) instituiu nesta quinta-feira (23) uma nova linha de financiamento destinada às empresas do setor aéreo, buscando auxiliar na gestão do recente aumento dos custos operacionais, especialmente aqueles relacionados ao combustível. A medida visa proporcionar um novo instrumento financeiro às companhias.
Esta iniciativa possibilita que as empresas de transporte aéreo que atuam no mercado doméstico obtenham empréstimos voltados para capital de giro. Esse recurso é fundamental para a manutenção das operações cotidianas, cobrindo despesas como o pagamento de fornecedores, salários e outros gastos de natureza imediata.
Os fundos que comporão essa linha de crédito serão provenientes do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC). O FNAC é um fundo de caráter público, cujo objetivo principal é impulsionar e desenvolver o setor de aviação no país.
O processo de empréstimo ocorrerá na prática por intermédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou de outras instituições financeiras que venham a ser credenciadas por essa mesma instituição.
A linha de crédito estabelecida pelo CMN apresenta características e regras específicas:
Conforme explicado pelo Ministério da Fazenda, a estrutura deste modelo de financiamento visa oferecer um alívio financeiro significativo às empresas. Isso lhes permitirá enfrentar os desafios e dificuldades de caixa no curto prazo, antes que as obrigações de quitação da dívida comecem.
É importante ressaltar que os empréstimos concedidos por meio desta nova linha não contarão com garantia governamental. Caso uma empresa tomadora do crédito não consiga honrar seus pagamentos, o prejuízo financeiro será arcado pela instituição bancária que concedeu o empréstimo.
As instituições financeiras terão a incumbência de realizar uma análise detalhada do risco de crédito de cada empresa antes de efetivar a concessão do financiamento. Além disso, por se configurar como uma operação financeira, a medida não gerará um impacto direto nas contas públicas do país.
A criação desta linha de crédito responde à intensa pressão que o setor aéreo tem enfrentado em decorrência do aumento dos custos operacionais. O querosene de aviação, em particular, representa uma das maiores despesas para as companhias aéreas.
Diante desse cenário, as empresas têm se deparado com desafios consideráveis em seus fluxos de caixa no curto prazo. A nova linha de crédito busca atingir objetivos específicos:
Embora a medida não promova uma redução imediata nos preços das passagens, seu propósito é evitar aumentos abruptos. Ao facilitar o acesso a um crédito com condições mais vantajosas, o governo nutre a expectativa de que as companhias aéreas não necessitem elevar os valores das passagens de forma acelerada para cobrir seus custos elevados.
A nova regulamentação entrará em vigor de maneira imediata após sua publicação. O Conselho Monetário Nacional é presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e conta ainda com a participação do presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.